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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Votar vida ou morte

Tenho andado a pensar como seria o meu voto se houvesse um referendo à eutanásia e nas minhas razões. Descobri que tenho tendência a orientar a minha vida por questões práticas. Embora me imagine uma defensora de princípios acertivos, a verdade é que quase todas as decisões que tomo são práticas. No referendo para a legalização do aborto votei sim, embora na teoria não concorde com o mesmo, nem mesmo concordo que se aborte fetos que apresentam deficiências como síndrome de Down, etc... Mas na prática salvaram-se vidas de mulheres e isso é mais importante que salvar fetos que ainda não têm uma existência definida. Se houver um referendo para a legalização da eutanásia votarei não, embora na teoria concorde que uma pessoa em sofrimento profundo que não consiga se suicidar possa ter ajuda para morrer. Mas na prática, e nos países em que essa prática se implementou, nasceram clínicas que ajudam a morrer pessoas que não estão em sofrimento profundo, organizam-se festas de despedida para pessoas que se querem suicidar e estão a facilitar o processo de tal forma que pensam em dispensar o parecer do médico para o fazer. Na prática acabam-se vidas.

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