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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Votar

Gosto muito de votar. De ver gente nova, velha, pobre, rica, de fato ou de calções rasgados, todos a dirigirem-se ao mesmo local para decidir o futuro que a todos é comum. É das poucas ocasiões em que gosto de filas de espera, quanto maior a fila, melhor. E gosto de sair com o dever cumprido, agradecendo a quem, gerações atrás, lutou para que eu pudesse votar.

Hoje, ao sair da escola onde votei, ouvi ao meu lado uma mulher que também estava a sair, dizer: "Agora quero é ver a cara do fininho quando ele perceber que caiu do poleiro!" Não sei quem era o fininho. Não sei a cor ou o credo do voto da mulher. Mas aquela confiança de achar que era o voto dela que deitava o fininho abaixo do poleiro, traduz de certa forma a alegria de votar.