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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Vício

Há já alguns anos que vou lendo aqui e ali vidas contadas na net. Surpreendo-me sempre com o quão iguais somos todos e recordo o que me disse uma amiga ao ler um desabafo escrito por mim, em que tentava dar palavras ao que sentia na altura, "eu também sinto isso, só não o escrevo". Nesse instante, consegui dividir a humanidade em algo concreto "os que o escrevem" e "os que não o escrevem"!

Continuando. Gosto de ler quem me faça rir, quem me faça pensar e quem me alivie a alma. Mas no meio de tanta gente inteligente e bem-disposta, dou por mim a ler também quem me desagrada visceralmente, e a quem eu, embora reconheça inteligência, não detecto mais nenhum dos traços humanos que aprecio. E esta é uma das questões insignificantes que inexplicavelmente me perturbam. Então, entre o "o que faço eu aqui", "para onde vai o mundo", ou "será que preciso mesmo de me mexer", aparece o "porque raio ainda leio isto". E bom, não sei a resposta! Já coloquei várias hipóteses como "para saber que se vive", "para me sentir tolerante com os intolerantes", "para sentir que há gente diferente", e outras tantas. Mas a verdade é que não sei porque o continuo a fazer, e talvez seja essa a definição mais completa de vício.

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