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Ri-te Rita

que a vida não rima

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Ter filhos e selecção natural

Gosto muito de divagar sobre a "guerra" em curso entre a selecção natural e a medicina. E se à partida receio que a medicina possa estar a criar um ser humano mais imperfeito fisicamente, porque permite viver e reproduzir os imperfeitos, em cada ocasião concluo que a outra face da "guerra" é estarmos a criar seres humanos mentalmente mais resistentes. Exemplificando:

- Sou mãe e embora não viva em função dos meus filhos, acho que tê-los é o que de valor podemos fazer para o bem da humanidade. Uma réstia de esperança para cada um de nós. Então, embora aceite quem não quer ter filhos por opção e seja muito amiga de gente que pensa assim, na verdade não os compreendo e acho que não será nada bom para a humanidade se formos como eles. Ora, a medicina tem permitido que inúmeras pessoas com problemas de fertilidade passem a ter filhos, ou seja o "gene da infertilidade", que antes era travado simplesmente pelo facto dessas pessoas não terem filhos, está a transmitir-se em força para as próximas gerações. O que, sendo bom para tanta gente que conheço, é mau para a humanidade. Mas por outro lado, a medicina também está a permitir àqueles que não querem ter filhos, não os ter, ou seja o "gene do fraco instinto maternal/paternal" está a ser travado por força da seleção natural aliada à medicina. O que é óptimo para a humanidade, e daqui a 3 ou 4 gerações (perdoem-me os meus amigos de fraco instinto) só existirão seres humanos cheios de instinto maternal e paternal. :-)

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