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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Simplicidades

Vou a pouco mais de meio da vida. Sei disso porque há muitos anos atrás combinei com Deus o meu prazo de validade, e ele embora goste de dar a entender o contrário, até agora tem cumprido com o prometido. Passei este meio de vida a olhar para mim, a olhar para os outros e a olhar para o ar (talvez este último mais que os primeiros). Gosto de tirar conclusões das minhas observações, e também acho piada mais tarde provar que estava errada. É uma maneira de me entreter, que é a única coisa que cá andamos a fazer. Além de analisar os outros, também gosto de analisar a análise dos outros. E mais ainda, de analisar a análise da análise dos outros. Continuando, conclui que as razões por detrás dos actos são sempre as mais simples. As pessoas agem e falam por razões simples e óbvias à vista de todos. Conspirações e segundos sentidos só existem na cabeça de paranóicos e escritores, ou então de comentadores, que no fundo são um mix dos dois. Conclui também que as razões por detrás dos actos são quase sempre emotivas, em oposição às racionais. Quererá isto dizer que a emoção é simples? Talvez não. Mas é mais fácil. Então talvez as pessoas ajam e falem por razões fáceis, que talvez não sejam simples.

Bom, tanta parvoíce junta só se percebe porque vou de férias, e é mais fácil para mim estar aqui a escrever do que ir fazer as malas.