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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Repetições

Hoje deu-me para ler o que já aqui escrevi, tudo de enfiada que é como gosto de o fazer, e cheguei à conclusão que já me repeti. Claro que repetir-se é normal, talvez apenas um sinal de pouco talento, mas a repetição é em si mesma um tema em que repetidamente penso. Não sei se, aliás, já o terei repetido por aqui. Ao fim e ao cabo somos donos de poucas ideiais verdadeiramente nossas, e essas poucas serão também semelhantes a outras tantas de alguém. Antigamente horrorizava-me quando via alguém a repetir-se, quer fossem as mesmas peripécias contadas vezes sem conta entre família e amigos ou as mesmas caricaturas lidas em livros e livros do mesmo autor. Com a idade, no entanto, fui assumindo que a nossa individualidade baseia-se também nas nossas repetições. Se não nos repetissemos, não eramos os mesmos ao longo do tempo. E com os anos, ao ver as mesmas histórias contadas em músicas, livros e filmes para diferentes gerações, comecei a alegrar-me com o facto de apenas variar o cenário ou o ritmo da música, como se a humanidade estivesse a dizer ao infinito que por mais que a roupa mude, por dentro continuaremos sempre iguais.

Bem, talvez quando tiver paciência atribue tags a cada post e assim consiga resumir a minha cabeça. Por exemplo este post teria o tag "repetição" e "ao longo do tempo", porque escrever sobre como o tempo me fez encarar a vida com mais tolerância é outro dos meus tópicos favoritos.