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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Raciocínios descritivos

Ontem estava a ouvir rádio e passou a "Estrela do Mar".

Lembrei-me do Jorge Palma e das músicas dele que adoro.

Depois veio-me à cabeça um concerto dele que gostei muito, em que ele estava completamente bêbado.

Comecei a pensar no efeito amplificador que o álcool e as drogas têm na criatividade, e no uso que os artistas fazem destas.

A seguir, comecei a fazer paralelos com os atletas e na proibição que estes têm de usar as ditas drogas para exponenciar as suas habilidades.

Será que daqui a uns anos também se vão proibir as canções escritas sob o efeito de alucinogénicos?

Ou o facto dos artistas produzirem uma obra, e essa obra transcender o próprio feito de alguém a ter realizado, justifica os meios usados para a obter?

Mas então, se as representações da obra, como os espectáculos, são em si uma obra, e nós pagamos para ver artistas dopados a realizá-las, porque é que a volta à França não é per si uma obra.

E se não admitimos o doping num ciclista porque é que o admitimos num actor de cinema?

Ou a questão é apenas até quando vamos admitir o doping nos cantores,

ou até quando vamos proibir o doping nos atletas!?