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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Politiquices

Hoje está-me a apetecer debitar palavras.

Tenho andado a ler alguns artigos de opinião sobre as eleições brasileiras. Gosto razoavelmente de ler sobre política (não gosto assim tanto de ouvir) e por vezes fico a sentir-me mesmo pequenina por ter opiniões tão básicas em comparação com a análise histórico-social alicerçada nas lutas liberais de D. Pedro IV que por aí vejo descrita!

Na noite da primeira volta das eleições brasileiras, depois do Bolsonaro ganhar, sonhei que o Haddad tinha desistido da 2ª volta para apoiar o Ciro Gomes e que no fim o Bolsonaro saía derrotado. Foi um sonho lindo não foi? Por estes dias tenho lido de tudo, desde teorias de que o povo brasileiro é na sua essência conservador até ao sentimento de medo da classe média brasileira pela ascenção social dos pobres. Balelas, balelinhas. O PT ganhou as últimas quatro eleições e se há algum medo da classe média brasileira é o de voltar a ser pobre. Ou de continuar a ser pobre. Parece que todos os analistas políticos se esqueceram da corrupção e de que as pessoas atribuem a presente crise à má prestação política do PT. A estratégia do Haddad de se colar ao Lula pode lhe ter assegurado a 2ª volta mas não vai congregar os brasileiros e o ditadorzeco vai ganhar as eleições porque o PT não consegue meter a mão na consciência. E não há mais que se possa dizer sobre isto. Infelizmente.