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Ri-te Rita

que a vida não rima

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Pardalinhos

Este fim de semana fui para aldeia. Levava como tarefa cortar uma árvore do jardim que estava demasiado alta, demasiado perto da casa e que estava a pôr em perigo o muro de pedra do vizinho. Estava-me a custar cortar uma árvore quando ando plantá-las, mas era demasiado perigoso deixá-la ali.

Antes de o fazer informei-me na net sobre a árvore, o tipo de raízes, o comportamento ao fogo e se seria uma espécie protegida. Cheguei inclusive a falar com quem estuda a flora local. Mas por mais opiniões e pesquisas que possa ter feito não deixo de ser uma rapariga da cidade!

A família estava toda a cortar a árvore, tinhamos o equipamento apropriado, fizemos o plano, amarramos as cordas, puxei a árvore no ângulo certo, a árvore caiu sem tocar nem na casa nem no muro, íamos ter lenha para muitos dias, estávamos todos animados... quando nos apercebemos que a árvore tinha ninhos, que tinha um ninho com pardalitos e que estavam pardalitos mortos misturados com os ramos e folhas caídas.

Conseguimos salvar dois, transferimos o ninho para a árvore ao lado e assegurei-me que os pais pardais o viram, mas isto de tentar fazer coisas boas nem sempre leva a bons resultados. Não devia ter cortado a árvore em plena primavera na época de nidificação. Se fosse uma rapariga da aldeia provavelmente sabería-o, e não há net nem especialista que ensine uma coisa assim.

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