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Ri-te Rita

que a vida não rima

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O Verão

O Verão era a minha estação favorita. Sinónimo de férias, dias grandes e vida sem pressa, sempre gostei de sentir os dias a aquecer.

Agora não. Quando sinto o ar quente de mais para respirar lembro-me dos incêndios. Na aldeia, ano após ano está tudo igual ou pior, o mato avança pelas terras abandonadas, os pinheiros continuam mortos ao alto, queimados, com uma cor negra que nunca irá desaparecer. Os eucaliptos já verdes outra vez invadem a terra deixada de vago pelas árvores que morreram. Ainda vejo restos de casas velhas queimadas, muros destruídos, postes e sinalizações estragadas. A única razão pela qual este ano não tremo de medo é ter ardido há pouco tempo. Agora ordenamento do território, abandono da cultura intensiva do eucalipto ou reflorestamento é para esquecer! Dizem que investiram milhões no combate aos incêndios. Não sei se me sinta mais segura com isso ou mais preocupada com o negócio que se fez.

Da minha parte andei a fazer o que pude, plantei algumas árvores e para o ano planto mais. Mas tudo o que se faça a nível individual é muito pouco.

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