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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

O sonho ao lado da vida

Sempre vivi ao lado do que sonhei, ou melhor, a vida que vivo não é a vida que sonhei mas outra, igualmente boa embora diferente. Dos meus sonhos de miúda, aqueles meios ingénuos, meios estereotipados e talvez inalcançáveis, não concretizei nenhum. Meteu-se a vida no meio dos sonhos. Sonhava em trabalhar em algo importante numa grande empresa ou instituição, mas afinal faço micro trabalhos numa micro empresa, só que minha. Não tenho o apartamento dos meus sonhos todo automatizado, mas vivo numa casa antiga reabilitada por mim. Sonhava em voltar à terrinha casada com um gajo bom para fazer ver às ranhosas, e afinal casei com o gajo fixe (e bom!) e quando volto à terra onde cresci só me apetece é recordar os bons velhos tempos com as ranhosas de outrora. A minha cidade não é nenhum polo tecnológico, mas fervilha de gente com novas maneiras de pensar. O meu país não avançou no ranking económico, mas está à frente em outras coisas que interessam mais, como beleza, segurança e democracia. O mundo não tem aviões em cada esquina e ainda ninguém pôs os pés em Marte, mas o conhecimento tornou-se universal e acessível ao toque de um dedo. E àquela pergunta sobre o que eu queria ser quando fosse grande, que eu respondia com "feliz", já não sei o que responder, porque com os anos deixei de saber o que é isso de ser feliz, e talvez seja mais feliz assim! 

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