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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

O que toda a gente sabe

Às vezes pergunto-me se saberei eu "o que toda a gente sabe"! Dou por mim recorrentemente a concluir o que toda a gente já concluiu (e em "toda a gente" também me incluo eu) e a espantar-me com o que não é novidade para ninguém. Não é de estranhar que a minha primeira lembrança de ter feito algo memorável (teria eu uns dois ou três anos), tenha sido descobrir que puxar o puxador da porta para baixo fazia com que esta se abrisse! E o que ainda hoje me causa espanto, é a nítida memória que tenho de pensar ter descoberto algo que ainda ninguém sabia. Ora, eu considero-me gente desde os 16 anos (data em que senti que tinha parado de crescer) e desde essa altura não mudei muito a minha maneira de pensar. Por isso, como explicar que ando a descobrir o mundo quando já passou tanta vida por mim! Como não podia deixar de ser, conclui que lá por se saber uma coisa, isso não significa que se compreenda a mesma. Eu sempre soube que ia sofrer se os meus pais morressem antes de mim, mas só entendi a dor que se sente, quando o meu pai morreu. E, sendo este um exemplo do que eu para aqui estive a querer dizer, por si só, também é uma coisa que já toda a gente sabe.