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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Nós e eles

Este fim-de-semana tirei a barriga de misérias! Como muito bem diz o Guia American Express de Portugal, os Portugueses são "gregários. comem e bebem em grandes grupos, em festas ou restaurantes". Então eu, como boa portuguesa que sou, adoro ser gregária, e comer e beber em grandes grupos, especialmente em festas num restaurante.

Estava eu a fazer aquilo que mais gosto, enquanto discutia política, viagens e vidas, quando veio à baila da conversa os algoritmos de selecção de preferências, das redes sociais e programas afins, meus inimigos de estimação. E logo comecei a alardear, que é essa facilidade de obter opiniões que vão de encontro com a opinião que já se tem, que está a radicalizar meio mundo. Em vez de nos depararmos com uns "talvez não seja bem assim", somos constantemente bombardeados com uns "tens toda a razão, é mesmo isso". Até aqui, tudo bem, toda a gente concordou e tal e coisa. Mas depois começaram "ai que as pessoas não lêem as notícias, só se fixam nas gordas", "ai que há muita iliteracia no mundo", "ai que eles não têm capacidade de destrinçar o que é verdadeiro do que é exagerado", "ai que eles...", "ai que eles..." Eles!!!! Nós, disse eu. "Ai que não", "ai que nós não somos assim", " ai que nós sabemos", "ai que nós conhecemos"... E bom, depois olho para a mesa ao lado, e ouço "ai que eles...", "ai que eles...". Depois navego na net e leio "ai que eles...", "ai que eles...", e fico a pensar se "eles" será o coitado do Manel que ajuda as velhotas a trazer as compras do supermercado para casa, porque pelos vistos, ninguém mais se vê no papel.