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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Moral e ética

É difícil perceber o que é certo e errado hoje e aqui e o que continuará a ser certo e errado amanhã e acolá.

Penso nisto a propósito do Rui Pinto.

Que direito tinha o Rui Pinto de invadir a privacidade de outros? Nenhum? A vontade de um indivíduo de conhecer a verdade por detrás da evidente mentira justifica esse direito? E um investigador da polícia? Que direito tem de invadir a privacidade de outros? Todo? A vontade de um indivíduo de conhecer a verdade por detrás da evidente mentira justifica esse direito? Qual a diferença entre os dois indivíduos? A profissão? O título? Se a mentira era evidente e danosa e o propósito é a sua exposição porque não admitimos que um o faça e pagamos ao outro para o fazer? Porque privilegiamos a moral à ética?

E a propósito de Isabel dos Santos.

Que direito tinha a Isabel de ser rica à custa do seu país? Nenhum? Sendo filha do homem que governou Angola por décadas não tem direito a usufruir das riquezas do país como sendo sua herança? E um príncipe árabe? Que direito tem de ser rico à custa do seu país? Todo? Sendo filho do homem que governa não tem direito a usufruir das riquezas do país como sendo sua herança? Qual a diferença entre os dois? O regime do país? A queda do rei? Se o dinheiro é todo ele gerado pelo país e ursurpado pelo indivíduo porque consideramos que um é sujo e o outro apetecível? Porque privilegiamos a moral à ética?

Ou porque nos convém?

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