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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Marés

Estamos todos na praia à beira mar de telemóvel em riste. A maré vem. Molha-nos os pés, porque a água é fria e o telemóvel não é resistente à água para nos aventurarmos mar dentro. O frio nos pés é chato e enregela os ossos. A maré vai. A água escorre dos pés e rapidamente desaparece entre os grãos de areia. A maré vem. Os pés afinal continuam molhados e frios. A maré vai. A água escorre. A maré vem. Pés frios. A maré vai. Escorre água. A maré vem. Indigna-se a gente que os pés continuam frios mesmo estando a cabeça quente. A maré vai. Enterram-se os pés na areia. A maré vem. A maré vai. Vem e vai. Vem-vai. Vai-vem.

Pela primeira vez na minha vida acho inteligente a conversa de circunstância sobre o tempo. Que bom que é acordar, ir à rua e dizer à senhora da padaria "Bonito tempo o de hoje. Que bom que choveu. O ar está quase limpinho."

E é isto.