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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Mal-entendidos

Às vezes pergunto-me se nós enquanto espécie temos noção exacta de como usamos os mal-entendidos para evoluir enquanto sociedade. E quando olho para políticos e gente conhecida da praça penso sempre porque raio não desmentem eles a maioria das maquinações e intenções que o mundo lhes atribui. Será porque não dão por elas, porque se vêem incapazes de o fazer, ou porque no fundo se sentem valorizados com as presunções de inteligência de que se vêem alvo?

Concluí, já há muito tempo, que a verdade de um acontecimento está nos olhos de quem o vê, e não nas mãos de quem o produz. E esse facto, que antes me enervava, parece-me hoje natural e saudável. Todos queremos exprimir o que sentimos e ver nos outros o reflexo desse mesmo sentimento. Tendemos a encontrar por todo o lado sinais de algo com que nos identificamos para justificar as nossas ideias. Quando convencemos alguém do nosso ponto de vista, passa a ser mais importante a visão partilhada do que o acontecimento original, e o nosso grupo ou sociedade passa a mover-se de acordo com essa vontade.

Assim nasceu Deus, assim nasceram as guerras. De acordo com a nossa vontade.