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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Hábitos a desplastificar

Quando andava na faculdade ainda não se fazia reciclagem como hoje, mas já havia vidrões (uns para o vidro verde e outros para vidros de outras cores). Só que como estavam longe e a preguiça por esses tempo era abundante, um dia coloquei umas garrafas e uns vidros partidos no lixo comum. À noite, estava eu já deitada e a tentar dormir, ouvi os lixeiros a vocifrarem contra os filhos da mãe que tinham deitado vidro no lixo. A filha da mãe era eu, e embora me lembre de na altura também vocifrar mentalmente contra eles, a verdade é que nunca mais esqueci a asneira que fiz. Hoje deitar um vidro no lixo comum é para mim o mesmo que não tomar banho ou não lavar os dentes, sinto-me suja se o fizer.

Ultimamente tenho andado a tentar desplastificar. Nada muito drástico porque continuo preguiçosa! Mas deixei de comprar garrafões de água e comprei uma caneca com filtro, deixei de comprar leite achocolatado e sumos em pacotinhos para os miúdos levarem para a escola e agora levam o leite e o sumo numa garrafa reutilizável, quando vou ao supermercado opto por comprar produtos embalados em cartão e por aí adiante...

Ontem fui a uma festa em casa de uns amigos e os pratos, copos e talheres eram de plástico descartável. Não é que eu nunca o tenha usado, mas senti-me mal por isso e senti-me suja ao deitá-los fora.