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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Há quase um ano não escrevo

Não tenho por hábito transcrever para este espaço textos de autores. Mais do que o desábito, é coisa que não gosto. Mas gosto muito deste poema de Fernando Pessoa, e nos últimos anos vem-me, volta e meia, meia volta, à cabeça. Acho reconfortante achar que um poema que carpe as mágoas de se achar que antes é que achava bem, me diga mais do que a maioria dos poemas que achei dele. E tanta "acha" é devida ao frio que faz e às saudades de uma boa lareira.

 

Há quase um ano não escrevo.

Pesada, a meditação

Torna-me alguém que não devo

Interromper na atenção.

 

Tenho saudades de mim,

De quando, de alma alheada,

Eu era não ser assim,

E os versos vinham de nada.

 

Hoje penso quanto faço,

Escrevo sabendo o que digo...

Para quem desce do espaço

Este crepúsculo antigo?

 

Fernando Pessoa

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