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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Egoísmo e prazer

Descobri no outro dia que o cérebro tem uma região onde mora o amor maternal, sempre que (p.ex.) os nossos filhos nos abraçam é libertada dopamina num conjunto de neurónios e estes sentem prazer (não será assim ipsis verbis mas será algo do género). Ora, não é novidade que o que somos possa ser dissecado e explicado pelas neurociências e que o que chamamos de personalidade será apenas um equilíbrio/desiquilíbrio químico, mas esta explicação para o amor maternal (o amor mais puro e perene) chocou-me. Afinal o meu amor pelos meus filhos não é mais que a busca egoísta pelo prazer nas minhas células. E afinal, os homens bons, altruístas e generosos não são mais que seres em cujas cabeças as células estão viciadas em dopamina. Será então todo o amor um vício egoista pelo prazer! É por estas e por outras que quando penso nestas coisas desato-me a rir, libertando assim dopamina noutro conjunto de células destrambelhadas!