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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Dias

Sempre tive a convicção de que grandes textos eram escritos com grandes doses de emoção e sempre acarinhei aqueles desabafos que escrevi de mim para mim com lágrimas nos olhos. No entanto, nunca me apeteceu escrever nas ocasiões em que a minha vida realmente abalou, nessas alturas só me apetecia calar as palavras. Também sempre pensei que quanto mais simples e honesto fosse o nosso discurso, mais bonito ele seria, embora não ache graça a ontem ter recebido o resultado de um exame médico e ter estragado o meu aniversário de casamento.

Talvez seja melhor dizer hoje, que se abriu novamente à minha frente a via da urgência, que a via da urgência já não é nova para mim, que pensava já me ter desviado dela, e que desejo a mim própria o aborrecimento da via da direita (salvo seja!). Ou talvez não, talvez o melhor seja deixar passar o tempo e não dizer nada.