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Ri-te Rita

que a vida não rima

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Destaques do Sapo Blogs

Na sexta-feira o meu post sobre a greve dos enfermeiros foi destacado pelo Sapo. Antes de mais cumpre agradecer a quem lhe achou  interesse para o fazer. Ponho-me muitas vezes a imaginar quem estará por detrás destas escolhas, se há alguém a ler todos os post (grande seca!), se é sempre a mesma pessoa ou se vai rodando, se cada um na equipe vai dando uma sugestão aleatoriamente, ... Um dia poderiam fazer um "Como eu destaco" em vez dos "Como eu blogo". Ou talvez não! Talvez seja melhor não personalizar a coisa (!). De qualquer das formas queria aqui afirmar que considero que fazem um bom trabalho. Sei que tentam dar um empurrãozinho sempre que alguém começa na blogosfera e tentam fazer o contraditório em temas polémicos (vejo muitas vezes posts com opiniões contrárias destacados uns ao lado dos outros). Talvez seja o mínimo exigível a um trabalho editorial (que é o que aqui é feito), mas os mínimos ultimamente andam muito em baixo e é de louvar uma equipe interessada e atenta.

Já tive 3 posts meus destacados, o que é uma enormidade para alguém que escreve de si para si tentando não chamar muita atenção. A primeira vez que isso aconteceu (o tal empurrãozinho dado pela equipe do Sapo Blogs) fiquei terrivelmente assustada porque não era minha intenção ter tanta gente a ler o que eu escrevia. Pensei fechar o blogue e só não o fiz porque já tinha fechado outros noutras plataformas e tinha-me decidido pelo sapo porque era português. A segunda vez que fui destacada foi um presente maravilhoso do Sapo porque calhou numa altura em que estava emocionalmente muito em baixo, com problemas atrás de problemas, e foi um clique para eu virar a página e desvalorizar o que não tem valor. Esta última vez foi um processo de aprendizagem muito interessante. Sempre tive muito respeito e admiração pelos políticos, jornalistas e demais pessoas que se expôem e expôem as suas opiniões ao público em geral, sujeitando-se à incompreensão e por vezes ofensa em praça pública. Não que não goste de uma boa discussão política entre amigos e/ou conhecidos, gosto. Gosto de tentar fazer valer o meu ponto de vista, de ouvir os outros, de falar mais alto, de os interromper, e no fim de me despedir com dois beijinhos. Mas sempre achei que se me bombardeassem com comentários e mais comentários, que eu iria ficar a matutar no assunto e passaria umas noites sem dormir. Afinal não! Dormi bem. Afinal foi como tudo na minha vida: diziam-me que o ciclo é que ía ser ifícil, que o liceu é que era a sério, que na faculdade não se brincava e que trabalhar doía. Mas nunca foi bem assim. A vida tem muitas difículdade, mas dar passos em frente nunca foi uma delas. Voltando aos comentários gostei de saber a opinião dos outros. Gostei que tivessem sabido a minha. Espero que tenha servido para alguma coisa. Para mim serviu para refletir mais uma vez no que está a acontecer. E mantive a minha opinião. Direitos há muitos nesta sociedade em que vivemos, o direito à vida, o direito à saúde, o direito à educação, o direito à liberdade, o direito à segurança, o direito ao trabalho, o direito à greve, ... por vezes os direitos de uns sobrepõem-se aos direitos de outros. Se eu matar alguém, o meu direito à liberdade vale menos que o direito à vida de quem eu matei. Neste caso acho que o direito à saúde e à vida dos doentes vale mais do que o direito ao trabalho bem remunerado dos grevistas.

Agora vou dar uma pausa. Este blog foi criado para eu desabafar e mandar umas postas de pescada sem chatear ninguém. Se imaginarmos que estamos no meio do monte, eu estou a gritar para as pedras. De vez em quando alguém me ouve e grita de lá também. Isso é bom e faz-me sentir que não estou sozinha, mas desta vez parece que me deparei com um acampamento de escuteiros de megafone na mão e é melhor deixá-lo seguir caminho. Abraços para todos.

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