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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Chatices minhas

Às vezes, ou muitas vezes, apetece-me escrever coisas chatas aqui no blog. Chatas por não terem graça nem objectivo e serem coisas da minha vida igual à de tantas outras pessoas que são apenas isso, chatas de se sentirem, de se dizerem e de se lerem. O problema é que comecei este blog para ter um espaço onde escrever as minhas coisas chatas sem ninguém se incomodar e depois por razões diversas isto ficou assim uma espécie de nim, e agora não tenho muita coragem de chatear os outros nas suas listas de leitura com chatices (mesmo que sejam poucos). Tudo culpa da minha ignorância sobre como funciona o Sapo (que aliás funciona muito bem, há que dizê-lo). Fica assim a minha vontade contrariada pelo meu bom senso e a maioria das vezes acabo por não deitar para fora o que não merece ver a luz das letras, o que pensando no bem da humanidade é uma coisa boa!

Mas hoje não sei porquê estou chateada, e se alguém ainda aguentou ler até aqui este relambório fica a saber que ando cansada, com falta de paciência para marcar a consulta do médico que sei a que tenho de ir queixar-me do cansaço, com falta de energia para organizar os jantares que sei que tenho de fazer porque as pessoas que me apoiam quando eu estou em baixo contam comigo para estas coisas, sem paciência para trabalhar, para aturar clientes e contabilistas e outros colegas a queixarem-se de outras coisas, sem paciência para ser mãe, sem paciência para ser mulher, sem paciência para ser empregada doméstica e trolha e secretária lá em casa, e todas as coisas que sou. Embora nada seja sozinha e nenhumas destas tarefas me pese sem ajuda, pois embora sem paciência reconheço que sou uma privilegiada e tenho tudo o que é preciso, família e amigos que me apoiam, saúde, trabalho e absolutamente nenhuma necessidade de andar aqui a teclar letras atrás de letras só para não fazer o que tenho que fazer. Bom. Vem aí um fim-de-semana porreiro, vou para a aldeia, vou acender a lareira, vou enrolar-me numa manta e vou adormecer no sofá. Depois amanhã se o tempo permitir dou uma volta pelo monte e transplanto alguns carvalhos e loureiros para os campos abandonados e mudo para os vasos as bolotas que já tratei. Pode ser que algum carvalho que eu ando a plantar consiga crescer e faça alguma coisa por este mundo.

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