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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Caixas de comentários

Sou contra caixas de comentário desagradáveis. Sou contra populismos.

Mas, políticas à parte, também eu já fui uma caixa de comentários desagradável. Não era a minha intenção, pensava estar a dar uma opinião, mas às vezes uma opinião contrária, ou uma muito simples que destoe do tom, é uma caixa de comentários desagradável. Também já fui populista, mesmo a vocifrar contra os populistas, que isto de falar o que se pensa tem o que se lhe diga!

Vieram-me estas considerações à cabeça ao pensar na moderação dos comentários. Coisas simples, apagar os comentários negativos ou aqueles que não ficam bem na nossa casa. Coisas a que temos direito como detentores de propriedade privada. Tu não entras! A tua opinião contrária não é bem vinda, nem o é a tua falta de conhecimento.

Mudando um pouco de assunto, ou talvez não, aprendi muito com a eleição de Trump. Há uns anos via com regularidade o Daily Show do Jon Stewart e sempre me espantava com quem se prestava a ser gozado num programa com difusão mundial, sabendo de antemão que o ia ser. Depois percebi que as vantagens de publicitar uma ideia errada para muitos, mas certa para alguns, eram maiores que o papel de bobo da corte. Mais tarde ainda percebi que o bobo da corte era afinal o próprio Jon. Acho que ele também percebeu. Por isso saiu. Eu também saí.

Hoje ao defender as minhas ideias aqui e ali, em caixas de comentários ou em discussão à mesa, sou olhada de lado. O que vale é que fui aprendendo algumas coisas ao longo da vida.

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