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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Arrogância

Se há coisa que me chateia nos outros é a arrogância. Principalmente em gente que leio ou ouço e pela qual tenho alguma admiração. Não me aborrece a arrogância em quem eu não reconheço qualidade.

Dito isto, já me enchi de desilusões em escritores, cantores, bloguers, humoristas, etc. Claro que uma desilusão não é uma desistência, é mais uma tristeza que fica. De vez em quando aparece alguém que diz com muito orgulho coisas do tipo "Não era capaz de namorar com quem não tem livros em casa" ou "Não se ama alguém que não ouve a mesma canção" ou "Não percebo porque o gajo X escreve numa revista tão má". Bem, são tudo palermices (o Carlos Tê que me perdoe). Algumas das melhores pessoas que conheço nunca leram um livro de fio a pavio e a nossa capacidade de amar não se restringe à nossa côr, seja ela política ou musical.

Mas quando me ponho a pensar nestas coisas, também chego à conclusão que a linha que separa a arrogância da opinião é muito ténue, e na maioria das vezes quem a traça não é quem fala, mas sim quem ouve.

Nunca digas nunca, é o que eu nunca digo a mim própria!