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Ri-te Rita

que a vida não rima

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A matemática dos defeitos

Se há coisa que me enerva são erros matemáticos (ortográficos e de sintaxe também, mas como os cometo mais amiúde sou mais tolerante). Quando era mais nova fazia-me muita confusão a matemática do sexo. Ou seja, os homens diziam que já o tinham feito com dezenas de mulheres e as mulheres diziam que tinham tido poucos parceiros ou mesmo nenhuns. Matematicamente falando, considerando o conjunto fechado da população mundial (desprezando eventuais relações extra-terrenas), tratava-se de uma impossibilidade. Claro que há quem explique tal discrepância com as prostitutas ou com as ninfomaniacas, mas se olharmos bem para o número de umas e outras em relação ao total da população, não há tantas assim nem a trabalhar tanto. Claro que a explicação está no facto dos homens manterem uma lista pormenorizada das mulheres com quem tiveram sexo, com quem se agarraram, a quem beijaram e a quem deram um olhar mais demorado, e depois confundirem nomes e números de tal forma que passa a ser tudo a mesma coisa. Enquanto que as mulheres têm tendência a não contabilizar o que não convém lembrar, porque coisa esquecida é coisa não acontecida.

Bem, hoje enerva-me a matemática dos defeitos. Numa conversa, numa rede social ou num jornal, tal e coisa, coisa e tal, este mundo está cheio ou de mentirosos, ou de picuinhas, ou de irresponsáveis, ou de circunspectos, ou de coscuvilheiros, ou de corruptos, ou de qualquer outra coisa que alguém com a coluna bem posicionada acha. Eu aqui há uns tempo fiz um RX e descobri que tenho escoliose, mas nem é essa a questão. O engraçado é que toda a gente que está à volta diz ou escreve "sim senhora", "é mesmo isso", " agora é que disseste tudo", "conheço tantos exemplos assim", "isto assim não vai lá", e por aí fora. Ora matematicamente falando, se um afirma que o mundo está cheio de pessoas "m", mas ele e todas as pessoas que o rodeiam afirmam ser "b", trata-se de uma impossibilidade. Então, qual será a proposição correcta: o mundo possui apenas alguns elementos "m" mas está está cheio de pessoas "b" entre elas o orador e seus apoiantes; ou o mundo está cheio de elementos "m" exeptuando o orador "b" que é tolerante com a falsidade dos seus apoiantes "m" para se sentir apoiado?

Mudando de assunto, ou talvez não, há uns dias atrás em conversa com amigos sobre os incendiários e os tiroteios nos Estados Unidos, alguém disse ter lido que 1 em cada 10 pessoas é maluca. Eu olhei à minha volta, como éramos 11 e estava lá eu: checked. E o maior problema desta frase, é que ela encerra em si mesma a verdade de uma forma que a sua ligeireza não faz prever. 

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