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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Reclamações diversas para o dia de hoje - 3

Ao PS:

Que raio de medida para combater as alterações climáticas é fomentar a troca de electrodomésticos por outros mais eficientes antes dos velhos avariarem. Sei que se poupa em energia consumida, mas já mediram quanta energia se gasta em produzir equipamentos novos, transportar os mesmos da fábrica às casas e reciclar o equipamento velho?

Medidas a sério precisam-se, não é acenar com uns benefícios fiscais aqui e ali e deitar a toalha ao chão ao dizer que o futuro negro é incontornável e que teremos de nos adaptar.

Algum bom-senso

Ontem, chocada e muito triste com uma notícia que li nas notícias da sapo e mais tarde vi difundida no facebook, estava para escrever um post aqui no blog. Depois, como achei que era demasiado mau para ser verdade tive algum bom-senso e abstive-me de comentar alguma coisa. Hoje leio no polígrafo que a notícia era falsa, embora a verdade não seja menos triste.

Acho que posso continuar a confiar em mim! Por hoje não preciso de mais.

Favoritos

Costumo colocar um gosto nas músicas que vou ouvindo e gostando. Depois esqueço-me de o ter feito. Não tenho muita paciência para saber nomes e autores. Mais tarde ouço uma música que gosto, lá vou eu colocar um gosto e descubro que já tinha gostado.

O que vale é que a satisfação de saber que os meus gostos se mantêm é maior que o desgosto de esquecer as músicas.

Sacrifícios

Hoje ao vir trabalhar ouvi na radio que, segundo os resultados de um inquérito à população portuguesa, embora as pessoas estejam preocupadas com o futuro do planeta e das gerações futuras, quando confrontadas com escolhas na sua vida prática não estão dispostas a fazer sacrifícios (leia-se, não estão dispostas a alterar a sua vidinha, que fazer sacrifícios é coisa maior) em função da melhoria da vida de todos. No telemóvel só vejo notícias de cientistas preocupadíssimos com o aquecimento global, não sei se é o meu telemóvel que só me mostra notícias relacionadas com o ambiente porque é um tema que me interessa, ou se a maioria das pessoas não liga à comunidade científica, mas o que mais vejo é inação, dos indivíduos e dos colectivos. Eu ando a tentar reduzir, ando a falar com os outros dando-lhes sugestões e politicamente ando o mais verde possível. Mas isto às vezes parece meia dúzia de gente a tentar mover uma montanha onde estão sentados milhões de pessoas. Será uma tarefa impossível até que essas pessoas se levantem e saiam de cima da montanha (mesmo assim vai ser difícil!). Tenho ido profissionalmente a algumas conferências onde se tem abordado o assunto e para meu espanto os técnicos e decisores já aceitaram muitas das consequências e estão a preparar o território, as construções e as leis para o que aí vem de fogos, inundações e escassez de água, enquanto no planeta continua a aumentar o efeito estufa sem diminuição à vista. Tudo isto me parece um pouco esquizofrénico! A humanidade já passou por alguns episódios psicóticos, resta saber se vai sobreviver ao que se está a aproximar.

No outro dia fui a uma consulta porque estava com um problema de estômago, mal acabei de falar o médico começou a receitar-me uns comprimidos. Eu perguntei-lhe se não havia maneira de resolver a questão sem recurso a drogas. O médico parou de escrever, pediu-me desculpa e disse que já estava demasiado habituado às pessoas quererem apenas remédios que resolvessem o problema sem alterar os seus hábitos. Receitou-me uma dieta e agora estou melhor. Sei que os remédios nos salvam a vida (já salvaram a minha) mas não são inócuos, têm efeitos secundários (razão para alguns dos meus problemas) e o seu uso deve ser bem pensado e quando possível evitado. O mesmo raciocínio se aplica ao efeitos que a nossa vida tem no ambiente e no planeta.

Aturar-me a mim mesma pleonasticamente

Há dias em que não me aturo, nem a mim, nem aos meus pensamentos, incongruências, hipocrisias, inseguranças e demais fatelices várias. Não sei o que fazer comigo e com tudo o que se passa na minha cabeça. Hoje é um desses dias. Criei este blog para me poder lamuriar sem incomodar quem me conhece, mas hoje nem lamúrias me saem de jeito.

Reduzir

Reduzir lixo é um conceito que ando a tentar incutir em mim e nos meus. Nem sempre com sucesso mas com algumas metas já atingidas. As recentes notícias de que países asiáticos andam a devolver o lixo que os países mais desenvolvidos lhes enviam é um claro sinal que nós não controlamos o destino do que deitamos fora, e que por mais que façamos separação e reciclagem, isso não basta para dormirmos de consciência tranquila à noite.

Há uns tempos com as notícas das ilhas de plástico no Pacífico e as marés de lixo no sudeste asiático, um colega meu dizia-me "isso é lixo asiático, eles não o tratam como nós e vai tudo para o mar". Mas eu disse-lhe que não. Que embora eu deite o lixo no sítio certo e faça reciclagem, não controlo onde ele vai parar. Que a Europa manda lixo para países menos desenvolvidos e que ninguém sabe se o lixo é tratado, acumulado ou se vem um tufão e arrasta tudo de uma vez para o mar. Que nem eu nem ninguém sabe se a embalagem de champô que se usou no ano passado está neste momento a boiar no meio de um oceano. A solução é reduzir.