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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

General Zod, Ursa e Non

Uma das cenas de filmes que me vêm à cabeça quando em vez, é o início do Super Homem II, com os três vilões kryptonianos a vaguear pelo espaço eternamente presos numa folha de vidro de duas dimensões. Primeiro fascina-me que o autor tenha considerado ser um castigo horrendo vaguear eternamente no espaço acompanhado por dois amigos, e depois gosto de pensar nas dimensões. Uma vez vi um episódio do Twilight Zone sobre uns seres de duas dimensões que apareciam na Terra, e muitas vezes imagino se haverá mais vida além das nossas quatro dimensões. Se além de existir o espaço e o tempo, também existirá alguma outra dimensão que não nos é perceptível.

Bem, toda esta introdução para dizer que ultimamente tenho visto alguns vídeos do Youtube para perceber o que andam os meus filhos a ver. E concluí que as pessoas estão a regredir, no que a dimensões diz respeito, e estão a tornar-se seres de duas dimensões. A câmara fixa num computador a gravar caras de gente a jogar, a falar sobre isto e aquilo, a dar conselhos e até a insurgirem-se contra as críticas de que são alvo, parece a folha de vidro onde o General Zod, a Ursa e o Non vagueam perdidos no espaço.

AI

Acho divertido ler sobre Inteligência Artificial. Não sobre programação porque os meus conhecimentos são parcos e já estão largamente desactualizados, mas sobre este novo "fim-do-mundo" que andam por aí a apregoar. Nunca sei bem o que pensar do facto de quem nos estar a alertar para o perigo serem os responsáveis pelo seu desenvolvimento. O que é que isso nos diz? que todo este processo é, em si mesmo, de cariz humano, e assim sendo irreversível? ou é apenas uma manobra anticoncorrencial entre gigantes tecnológicos que querem travar o vizinho? às vezes a olhar para a cara do Elon Musk, enquanto ele se multiplica em entrevistas, vejo apenas um homem com medo de ver a sua inteligência ser ultrapassada por uma máquina ou com vontade de ser o primeiro a incorporar a tal máquina e descobrir os segredos do universo num piscar de olhos. Demasiada ficção científica na minha cabeça! Depois penso que se tudo o que se diz e escreve sobre o tema é real, se o conhecimento está assim tão avançado, se o perigo é assim tão presente, será que já não aconteceu? Eu lido com tecnologia que não percebo. Eu percebo a máquina a vapor, a central eléctrica e até a bomba atómica, mas não percebo como funciona a internet ou um tablet. Percebo as ferramentas, mas não os processos, sinto que a minha cabeça é limitada para perceber como milhões de píxeis se reorganizam em micro segundos para me apresentar videos que alguém guarda a milhares de km's de distância. A velocidade do mundo há muito que me ultrapassou! Além disso esse panorama está tão distante de gente desempregada, de gente sem dinheiro para sobreviver, de gente a morrer a fugir da guerra, de gente a fazer guerra como há mil anos atrás, que parece tudo uma brincadeira. Claro que os perigos também são esses, o da automação ser de tal forma eficaz que o humano comum se torna obsoleto, criando toda a espécie de desgraças que o dizimam. O que sendo verdade também tem a sua piada, porque tratar-se-ia então da tão famosa selecção natural que tanto temos andado a contrariar usando a tecnologia!

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