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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Autores

Inúmeras vezes me ponho a pensar em como serão os diversos autores que leio, se tristes, contentes, revoltados, animados ou outros "ados". E não cheguei a conclusão nenhuma. Há os apaixonados, que falam de amores que ardem tão gloriosamente que logo se extinguem. Há os revoltados que não se levantam do sofá. Há os palhaços, que me fazem rir com ironia e humor, mas que dizem fazer rir os outros para se contagiarem com o riso e não deprimirem. Há os tristes, cuja tristeza é tão serena e tão bem resolvida que não lhes noto sofrimento pelo pesar. Há os sinceros, de quem desconfio...

A nossa sorte enquanto leitores, é que os há. ha ha ha

Bem-me-quer

Tenho um defeito, ou qualidade, que me tem transtornado a vida ao longo dos anos, que é a necessidade de me sentir bem-querida pelos outros. Não é exactamente a mesma coisa que ser bem-vista, que não me importa grandemente, mas sim precisar que gostem de mim, que não me desejem o mal ou que pensem que ajo de má fé. De certa forma é um desejo manhoso, porque eu sei que a alguém a quem se queira bem se desculpam atitudes que geralmente não se toleram. Esta minha preocupação com o que os outros sentem por mim tem-me trazido algumas amarguras, porque é impossível e talvez indesejável agradar a gregos e troianos. E muitas vezes me sinto uma fraude porque dou por mim a mentir de forma a não chocar as outras pessoas com o lado mais feio da minha personalidade. O meu marido, não raras vezes me pergunta o porquê de eu me incomodar, e eu, por racionalmente não o saber explicar, tento impor-me uma terapia que me desprenda dos afectos de quem não me tem afecto. Mas volta e meia volto ao mesmo e fico a pensar se não serei tão cobarde como o homem que eu hoje ouvi a dizer "agarrem-me senão eu vou-me a ele!"