Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Pequeno-excêntrica

O meu pai costumava chamar a este e aquela de pequeno-burgueses, esse duplo insulto que ridiculariza a ânsia de ser normal. Pois bem, eu sou pequeno-excêntrica. Esse duplo insulto que ridiculariza a ânsia de não ser normal.

O que é que eu faço? Coisecas, como ir a uma discoteca sozinha só porque quero dançar, abandonar os amigos e ir para o carro dormir só porque estou com sono ou escrever num blogue só porque de vez em quando não consigo viver com tudo enfiado na cabeça.

O que diria o meu pai? "És uma pequeno-burguesa!"

Meia-louca

Quando era miúda as minhas amigas confessavam entre risadas: "Sou meia-louca!!!! Se eu vivesse noutro sítio...!!!". Nessas alturas eu sentia-me sempre sensata demais e invejava essa liberdade apregoada.

Hoje, quando me afundo em mim mesma e não consigo controlar a mente, respondo-lhes baixinho: "Sou meia-louca. Se vivesse na Idade Média queimavam-me viva." E o que me fere não é o "louca", cada um tem o direito de viver no mundo que quiser, o que me fere é o "meia". Esse "meia" que me abre os olhos, que me mantém racional sabendo o que é ficar louco, e me faz perceber que loucos andamos todos.