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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Blogs

Leio alguns blogs, talvez mais dos que deveria. Há gente que diz coisas muito certas, com uma frase apenas ou num texto de várias páginas, há gente que me faz rir e há gente que só diz palermices. A verdade é que nem a sabedoria de uns nem a estupidez de outros me cola. Pensando sobre o assunto acho que só os leio para saber como estão as pessoas que os escrevem. São o "eles" do meu verbo viver. Eu vivo, tu vives, ele vive, nós vivemos, vós viveis, eles vivem.

Cantar poemas

Há poemas que ficam melhor cantados. Outros há que quando o são perdem a graça. Há uns dias li um poema que me pareceu lindíssimo e qual foi o meu espanto quando depois de abrir um link anexo me deparo com uma música que eu conhecia e que inclusive já devo ter trauteado. Só que a música tinha uma sonoridade forte e um refrão marcante e eu nunca tinha reparado como o poema era bonito até o ver escrito à minha frente e não o ter sequer reconhecido.

Instante

Hoje aconteceu-me novamente um instante. Digo aconteceu, porque é um tempo que é mais que a passagem do tempo. Tenho destes instantes desde há uns anos. Meros segundos em que estando eu a pensar em nada, me deparo com a inspiração na sua forma mais pura. Pena é que são instantes. Em que sinto que agarrei ou que me pendurei num daqueles foles que fazia quando era criança com pedaços de serpentina. Mas, por mais delicadeza que eu tente ter, por mais renitente que pareça em puxar para não destruir o fio de papel, acabo sempre por rompê-lo. Sou demasiado pesada para o papel. E esqueço-o, como um sonho vivido que se esquece dois segundos depois de se acordar. Fica apenas a sensação que apanhei algo, que era bom, mas que não tive o tempo nem o talento de o desenrolar. São aqueles instantes.

Hoje puxei umas notas em piano, um refrão perfeito para uma canção melancólica. Mas enquanto buscava freneticamente a minha mente à procura de outras notas pelas quais o meu instante se transformasse em plágio, perdi-o para o tempo. Só me resta a vaga sensação que eram notas novas para mim mas que não mais as ouvirei.

Crescer

Quando era criança a distinção entre o bem e o mal era clara. Assim nos ensinavam os livros, os filmes e a história. E eu sempre me via próxima de quem fazia o bem, sofrendo as mesmas penas e lutando as mesmas justas. Depois cresci e tive de me perdoar porque a minha consciência afinal era mais próxima a quem fazia o mal e a minha vontade era dúbia. E foi nesse momento que me tornei adulta.