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Ri-te Rita

que a vida não rima

Ri-te Rita

que a vida não rima

Blogs

Já cá não vinha ao blog há muito. Falta de tempo para passar os post's da minha cabeça para as minhas mãos. Mas continuava cá pelo burgo, lia as notícas na página da sapo e depois de passar pelas guerras, pelas politiquices, pelos famosos que não conheço a dizerem coisas que não interessam..., bem lá no fundinho da página, chegava ao um Oásis de gente comum a dizer coisas acertadas. Agora voltei de férias e eis que desapareceram os blogs na página sapo.pt.

Estou triste. Bem sei que cá continuam os blogs, mas já não interessam o suficiente para manter quatro quadradinhos de destaque no fim de uma página de notícias. E a juntar à sensação que este mundo está povoado de gente que quer guerra, de gente que não tem empatia pelo outro e de gente que dá importância ao absurdo, fiquei sem a esperança ao fundo do túnel que era a visão da vida quotidiana dos que, como eu, pensavam na vida.

Estou mesmo muito triste.

Sol de fogo

Ontem o sol ficou vermelho. O sol do meio-dia, vermelho como o sol poente.

Ontem ouvi gente cansada. Há trinta anos que a gente anda cansada só de olhar para o problema. Resolver é que não, porque é uma canseira.

E ontem ouvi gente burra. Parece que há cada vez mais gente burra, gente cansada, e gente que não quer saber. Nas cidades vive-se bem, de vez em quando limpam-se as cinzas da janela e a vida segue.

Mas não se preocupem, vão-se criar umas comissões para estudar o problema, outras para gerir os fundos que não vão existir, outras para fazer umas leis que atrapalhem quem quer viver no campo, e daqui a 8 ou 10 anos arde tudo outra vez.

Arte

Sou, nas minhas próprias palavras, maníaca-relaxada em organização. Ou está tudo uma barafunda ou as cuecas na gaveta estão organizadas por cores e modelo. Na minha cabeça igual. Ou os pensamentos vivem livres sem sentido e orientação ou tenho-os encaixotados com rótulos de categorias e função.

Dito isto, finalmente encaixotei a arte na minha cabeça, o que é e como se divide. Claro que, como cada um encaixota coisas na cabeça só interessa para o próprio, mas às vezes escrevê-las é como dar uma martelada com força num prego meio de fora e terminar o serviço. 

Então...

Arte é tudo o que sendo exterior a mim me dá prazer. E divide-se pela forma como entra. Pelos olhos, pelo ouvido, pela boca e nariz, ou pela imaginação. E assim se encaixa a pintura, a música, a culinária ou a literatura.

Ana e Raquel

A importância do contexto ou

A influência da degeneração cerebral no comportamento social ou

Correlação entre privacidade e tolerância na gestão de uma rede social

 

Ana e Raquel são melhores amigas há mais de 20 anos, daquelas amigas de antigamente, que se completavam, a extrovertida e a tímida, a cientista e a artista, e todos esses clichés que funcionam em certas alturas da vida.

Há vinte e tal anos Ana dizia na mesa do café “Tás parva!” e Raquel respondia entre risos “Olhe que não, olhe que não”.

Há mais de dez anos atrás Ana dizia no grupinho de pais que se reunia à espera das crianças no infantário “Tás parva!” e Raquel resmungava “Claro que não. É uma boa ideia.”

Ontem Ana escreveu no grupo WhatsApp “Pais do 11ºA” “Tás parva!” e lá foram vinte e tal anos de amizade para o galheiro.

Políticas

Tenho uma opnião política formada há já muito tempo e praticamente inalterada. Mas gosto de a pôr à prova a cada passo, pelo que leio (essencialmente blogs e artigos de opinião) outras pessoas com opiniões distintas. Confesso que cada vez mais me custa a ler os outros porque a minha percepção é que o discurso está cada vez mais ofensivo. Se eu gostava de ler pessoas com opiniões diferentes, hoje faço um sacrifício para as ler porque a cada parágrafo, a cada linha, ofendem as minhas ideias e eu sinto que me ofendem a mim. Não tenho ilusões que o discurso dos que comungam comigo esteja mais moderado, a questão é que como partilho as ideias não me sinto ofendida.

Isto para dizer que, assim como gosto de ler diferentes opiniões, tentei educar os meus filhos tentando não os influenciar e dando-lhes algumas perspectivas diferentes sobre os vários temas políticos que governam o mundo. Fiz bem, não fiz?! Pois agora não é que o rapaz me disse que é capaz de votar no outro lado da barreira? Devo chorar ou rir?

Invocar o nome de "Deus" em vão

O segundo mandamento sempre foi o que mais me custou a entender. Quer dizer, o seu significado é quase óbvio, mas porquê inclui-lo numa lista em pé de igualdade com "não matarás, não roubarás e não comerás a mulher do outro"?

Por estes dias, e para espanto meu que pensava já nada mais me surpreender, finalmente percebi a sua importância. É que depois de uma pandemia, de inflação disparatada, greves por dá cá aquela palha, afinal o que deita abaixo um governo de um país democrático é invocar o nome de "Deus" em vão.

Utilidade

Ao longo dos meus dias dou por mim muitas vezes a pensar no conceito de utilidade. Se vale a pena!

Se vale a pena agir! Se vale a pena escrever! Se vale a pena falar! Se vale a pena pensar! Ou se vale a pena apenas o nosso prazer.

Fernando Pessoa estava certo, o problema é que as almas já não são o que eram!

Valer a pena é uma expressão que gosto muito, significa valer o trabalho que dá, mas para mim a ideia que transmite é se vale a pena com que se escreve. Pena significa tanta coisa! Às vezes acho que Deus era poeta e não cientista. Não há outra razão, que não a de embaralhar a língua, para não ter inventado um nome diferente para cada coisa! Ou então era preguiçoso, razão pela qual se poderá dizer que a poesia nasce da preguiça!

Bem, ando a pensar nisto da utilidade por causa da idade, porque perdemos a ilusão de utilidade com o passar dos anos. Como se a utilidade estivesse intrinsecamente ligada ao tempo que nos resta de vida e não à vida dos outros a quem a coisa será útil. Porque se fazemos, se escrevemos, se falamos ou mesmo se pensamos, há uma utilidade que nos ultrapassa, que é para o outro. Donde se conclui o óbvio, que nos tornarmos mais egoístas com o passar da idade.

Tudo isto porque uma amiga minha, a mais de metade da vida quer mudar de profissão, mas anda-se a questionar da utilidade da decisão porque se acha velha demais. Acha que está a ser egoísta porque quer fazer algo que lhe dá prazer, mas eu ando-lhe a dizer que egoísmo é pensar que se é inútil por se ter mais idade.

Assim, decidi publicar este texto para contrariar a inutilidade dos meus pensamentos!

Inteligência artificial

Se esta IA que agora nos apresentam baseia-se no que de nós, enquanto sociedade, existe; e se se pressupõe que a IA, agora ou quando tudo aprender, terá capacidade para nos substituir; então, ou a IA é o somatório de todos nós e se nos substitui será porque já chegamos ao limite das nossas capacidades; ou se o I é mesmo de inteligente, então afinal somos mesmo Deuses e criamos vida sem sequer saber porque fomos nós criados.

Será que é isto o universo? Uma sucessão de criações sem memória, um infinito de filhos orfãos que nascem e morrem enquanto a matéria se expande e contrai!

Se não, então é porque a IA é apenas mais uma ferramenta, como a roda, as letras, as máquinas e a net. Resta saber se a capacidade de adaptação dos humanos, que se baseia muito na renovação das gerações, consegue acompanhar o ritmo das ferramentas que cria!

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